Hipster: O Esdrúxulo Cool

O ciclo hipster
Embora não seja algo tão recente, para não dizer póstumo, poucos sabem ao certo o que a palavra hipster quer dizer. Até mesmo o revisor do The New York Times, Phillip Corbett, mandou uma carta para redação avisando que o termo hipster havia sido escrito mais de 250 vezes no jornal ao longo de 2010 e, mesmo assim, não estava claro o que aquela palavra significava.

Mark Greif, professor americano de literatura da New School University e autor do livro What Was the Hipster? A Sociological Investigation, resumiu com dificuldade em uma só frase o que seria um hipster: "É alguém que quer o lado cool da contracultura e da rebeldia juntamente com os privilégios de riqueza e do consumo — querendo sempre saber de tudo antes dos outros”. Em outras palavras um hipster é alguém que adota tendências sem ser dominados ou imergidos nelas e ao mesmo tempo choca-se com as tendências em voga.

O hipster que conhecemos hoje surgiu em 1999 com o avanço dos centros financeiros da cidade de San Francisco, que proporcionou o encontro entre aspirantes à artistas e jovens ricos empreendedores impulsionando o aparecimento de profissionais como web developers, designers e publicitários, que viviam cercados pelos mais bem sucedidos, mas conservavam uma postura despojada. O sociólogo Richard Loyd chamou esse fenômeno de neo-boêmia.


Sempre querendo lançar tendências os hipsters acabaram ganhando destaque no mundo da moda. Foram eles os responsáveis por ressuscitar os óculos wayfarer que hoje recheiam as bancas de camelô, são leais adeptos do xadrez grunge, que no início parecia coisa de festa junina, mas hoje são altamente in, também curtem um boné punk. Algumas peças não podem faltar no guarda-roupas de um hipster são elas: calça skinny, óculos para dar um ar intelectual, chapéu fedora, tênis all star, kaffiyeh e camisetas over stamp.

Frequentadores dos points mais cults da cidade você poderá encontrá-los em: festivais de música alternativa, salas de cinema cults, pubs underground, exposições de arte, museus de arte moderna. São figuras tipicamente urbanas que adoram perambular pela selva de pedra em busca de novos redutos, para eles quanto mais desconhecido melhor.

Exibem um olhar blasé, que não só já viu quase tudo como também acham déjà vu tudo mesmo antes de ver. Ostentam um ar intelectual, fruto de seu refinado senso cultural, que mesclado com seu humor irônico constituem a fórmula da sua sociabilidade, isso mesmo, apesar de não gostarem de nada popular os hipster são pessoas altamente sociáveis e adoram andar em grupos.


Atualmente o termo hipster tem sido empregado de maneira pejorativa, afinal ninguém sai por aí dizendo ser hipster. Esse fato levou Greiff a dizer que antes mesmo da sociedade compreender o que era essa dita “contracultura”, ela já estava morta. Alguns estudiosos datam 2011 como o fim da subcultura hipster, mas se nem em 2012 o mundo acabou será que os hipsters acabaram? E quem pensou ter se livrado dos hipster, sinto informar, mas já há o movimento pós-hipster, que mesclam o consumo inteligente com a necessidade de disseminar tendências.


Hipster, no vernáculo uma simples palavra, mas na prática um movimento, uma cultura, um estilo de vida. Emfim é algo bem mais empírico do que pressupomos e vai além de uma simples forma de se vestir, há toda uma conjuntura subentendida. Como dito os hipsters nunca dizem o ser, porque para eles não há conceito capaz de defini-los e rótulos são frutos de uma sociedade ignorante. Mas como em toda regra há exceções os posers também bebem dessa fonte. 


A evolução do hipster

Alguns links para quem quiser saber mais sobre o mundo hipster:



E para quem não dispensa uma piada:


Arthur Melo

Phasellus facilisis convallis metus, ut imperdiet augue auctor nec. Duis at velit id augue lobortis porta. Sed varius, enim accumsan aliquam tincidunt, tortor urna vulputate quam, eget finibus urna est in augue.

Nenhum comentário:

Postar um comentário